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sábado, 7 de novembro de 2009

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Caneta e papael na mão e dentro de mim uma mente querendo uma distração.

Apesar de saber que toda distração é passageira, o que torna a busca contínua, forças parecem não ter fim.

Eu penso, eu busco, eu espero..

O tempo vai passando e o papel pouco utilizado torna-se algo tão vazio quanto a própria solidão.

Em todas as direções a imagem é a mesma: o branco, o nada, se quer um chão para pisar.

O desespero já não é tão grande como antes. Quando a calma chega a um determinado nível, às vezes aparece um estranho que me nota. O que me deixa? Um quebra-cabeça, um enigma, uma interrogação.

Já consigo ver um grande relógio bem a minha frente. minha sorte é não está parado. Mas procuro não prestar muita atenção para não enlouquecer com os números do resto da minha vida, já que não sei quando eu vou sair daqui.

A vivência aqui me ensinou que não adianta gritar, que nem sempre adianta chorar e que nunca adianta querer sair sem saber o destino que você mesmo quer pra si.

Que o simples aconteça e possa contemplar o teu olhar..


Hoje, quero apenas fechar meus olhos e sentir aquelas boas sensações no recordar das minhas maiores alegrias.

Quero sorrir daquele mesmo jeito.


Quero que o sonho me traga de volta cada instante.


Quero dizer que sou feliz assim, sem precisar ver aquem estou dizendo.


Hoje quero apenas ouvir uma música várias e várias vezes.. Sentir a melodia, conhecer cada timbre e não ter explicações para dar sobre o por que disso tudo.


Quero andar por uma trilha, usar o passo e o compasso, sentir o vento repentino, pisar nas folhas sêcas, abrir meus braços e sentir a liberdade.


Hoje quero ler um livro sentada embaixode uma árvore.


Quero ligar pra alguém sem motivo.. Conversar besteira...


Fazer até quem eu não conheço feliz.


Hoje, quero apenas deixar em evidência a minha vontade de viver, pois eu posso ter mil problemas, mas nunca nenhuma alegria. E com certeza uma alegria é maior que qualquer problema.




Sábado, 08/08/09, 01:17A.m.