
Caneta e papael na mão e dentro de mim uma mente querendo uma distração.
Apesar de saber que toda distração é passageira, o que torna a busca contínua, forças parecem não ter fim.
Eu penso, eu busco, eu espero..
O tempo vai passando e o papel pouco utilizado torna-se algo tão vazio quanto a própria solidão.
Em todas as direções a imagem é a mesma: o branco, o nada, se quer um chão para pisar.
O desespero já não é tão grande como antes. Quando a calma chega a um determinado nível, às vezes aparece um estranho que me nota. O que me deixa? Um quebra-cabeça, um enigma, uma interrogação.
Já consigo ver um grande relógio bem a minha frente. minha sorte é não está parado. Mas procuro não prestar muita atenção para não enlouquecer com os números do resto da minha vida, já que não sei quando eu vou sair daqui.
A vivência aqui me ensinou que não adianta gritar, que nem sempre adianta chorar e que nunca adianta querer sair sem saber o destino que você mesmo quer pra si.
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